
Guerra e a Revolução Russa, a qual narra a vida de três personagens – dois homens e uma mulher fantástica – numa região obscura dos Países Bálticos, isolada pela revolução e pela guerra. O livro escracha uma relação muito original de ódio e amor entre estes três personagens e, utilizando como pano de fundo as transformações do pós-guerra, esmiúça de forma magistral a vida de cada um deles. A obra se aproxima muito de nós, já que a desordem moral que ela descreve permanece a mesma em que fomos e estamos cada vez mais mergulhados. Não diria que é uma história de amor, mas sim um quase puro conflito de paixões e vontades entre três seres submetidos às mesmas privações e aos mesmos perigos. O romance foi acusado por ter exaltado e desacreditado em algumas classes, países e partidos; mas ele não tem este objetivo, absolutamente. Como falei, ele possui fortes inclinações para a tragédia e a parte final, bruta e fria, prova isso. Fica claro, então, que a cena que deveria ficar perfeita, seria o desfecho do possível longa.Em termos de escalação, não serei tão ousado. Gostaria de ver algo clássico, ou seja, locações dramáticas que contribuiriam com uma bela fotografia, uma trilha intensa (provavelmente Ennio Morricone) e figurinos simples, mas audaciosos. Acredito que é o tipo de filme que precise ser roteirizado e dirigido pela mesma pessoa e quem vem a minha cabeça é Stephen Daldry. O livro possui uma trio, como já mencionei, mas também existem alguns outros personagens. Vou me ater aos três, somente: Eric (James McAvoy – mesmo achando-o um ator fraco, ele tem um estilo clássico que daria certo), Sofia (Keira Knightley, já que o papel parece ser feito para ela) e Conrad (Jude Law). Acredito piamente que desembocaria numa bela fita, onde amor será confundido com ódio, e final feliz com tragédia.
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